OS FRACASSOS NOS ENSINAM A ALCANÇAR A APROVAÇÃO EM CONCURSO

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Eu poderia começar este artigo citando pelo menos duas dezenas de frases que dão as mais diversas – e, à vezes, também divertidas – interpretações sobre fracasso, um conceito terrível, pavoroso e cruel que ronda perigosamente milhões de concurseiros. Entretanto, escolhi apenas uma, do escritor inglês do século XIX Charles Dickens. A lição do autor dos clássicos da literatura universal David Copperfield e Oliver Twist, a meu ver, é a que melhor se aplica ao nosso caso:

“Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender.”

Aí está, em apenas nove palavras, aquilo que precisamos ter sempre em mente, para eventuais insucessos em nossas empreitadas, em especial quando se trata da temida reprovação em concurso público.

Devo dizer que estou abordando este assunto para atender a alunos que me procuraram pedindo uma injeção de ânimo, tão necessária depois de um tropeço desse tipo. Pretendo, pois, mostrar que a derrota não pode ser razão para desmotivar alguém que tenha como grande meta ser aprovado em uma seleção para cargo ou emprego no governo. Mais uma vez vou recorrer à minha experiência pessoal para demonstrar que tudo o que afirmei até agora não são meras palavras para estimular os concurseiros – meus alunos ou não – a manter viva a chama do estudo após eventual reprovação.

Corria a década de oitenta quando eu, então um jovem recém-saído dos bancos escolares, depois de terminar o segundo grau (como era chamado o ensino médio), fiz meu primeiro concurso público, para o Banco do Brasil. Estava certo de que realizaria não apenas meu próprio sonho, mas o de meus pais, que viam nessa carreira a melhor opção de vida para mim.

Eu me considerava bem preparado e tinha certeza de que tudo daria certo. Mas não foi assim. Perdi a oportunidade, exatamente por excesso de autoconfiança, somado ao nervosismo que afeta todo candidato na hora da prova. Contudo, em vez de ficar deprimido por causa da reprovação, tirei do insucesso as lições que me levariam, a partir dali, à aprovação em oito concursos públicos – entre os quais os do magistério, que pautariam minha vida pelos caminhos do sucesso profissional, e um primeiro lugar em concurso realizado em âmbito nacional.

Essas lições podem ser sintetizadas em: perseverança na busca do resultado, determinação para vencer todos os obstáculos, energia para superar o cansaço das muitas horas de aulas, disciplina para não desperdiçar o tempo disponível de estudo e método para estudar e apreender o essencial de cada disciplina cobrada no concurso. Foi assim que transformei o que poderia ter sido um grande fracasso numa série de sucessos que me conduziriam à posição que, com muito orgulho, ostento hoje na área de concursos públicos em nosso país.

Fica, portanto, para todos vocês, concurseiros que me leem, o conselho de quem já passou por tudo isso e se sagrou vencedor. Jamais desanimem. Quando se sentirem tristes por causa de um mau resultado, lembrem-se de mais estas palavras de Charles Dickens: “O fracasso é a oportunidade de começar de novo, com inteligência.” Se, ainda assim, o astral continuar lá embaixo, anotem a preciosa lição de Henry Ford, um dos homens mais bem-sucedidos de todos os tempos e gênio dos negócios: “O fracasso é um tempero indispensável ao êxito.”

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